Gengibre; uma poupança guardada embaixo da terra

Com mercado cada vez maior, por seu uso em várias preparações, o gengibre capixaba é exportado de forma mais expressiva. O preço atualmente gira em torno de R$ 40,00 e tem como mercado os Estados Unidos e Europa. 

O gengibre pode ser consumido em diferentes formas, incluindo na forma de pó, refrigerado ou congelado ou fresco, que é descascado antes do consumo. A planta é usada como especiaria e ingrediente principal em uma ampla variedade de pratos. O gengibre pode ser usado para fazer vinho de gengibre, doces e é usado como tempero de alimentos na maioria dos países asiáticos.

 

O comércio internacional dos rizomas de gengibre é feito sob 3 formas básicas: gengibre in natura, em conserva ou cristalizado e seco.

O rizoma de gengibre é amplamente comercializado em função de seu emprego na medicina popular (excitante, estomacal e carminativo), na alimentação, industrial, especialmente como matéria-prima para fabricação de bebidas, perfumes e produtos de confeitaria como pães, bolos, biscoitos e geleias. Várias propriedades do gengibre foram comprovadas em experimentos científicos, citando-se as atividades anti-inflamatória, antiemética e antinausea, antimutagênica, antiúlcera, hipoglicêmica, antibacteriana, entre outras.

O gengibre é um caso muito peculiar de eficiência da agricultura familiar em pequenas propriedades. Com uma produção média, um hectare de gengibre produz de 30 a 40 toneladas, porém tem potencial para produzir 100 toneladas por hectare.

 

A área de produção do tubérculo tem acendido e a venda se concentra no mercado externo, que responde por mais de 90% do gengibre produzido no Espírito Santo.

Apesar desta importância econômica, há carência de informações sistematizadas sobre esta cadeia produtiva, em especial, no que se refere ao sistema operacional de comercialização, que de acordo com as queixas dos produtores, tem causado prejuízos ao agronegócio gengibre.

Para a maioria dos produtores é fundamental neste momento de crescimento das exportações é unir a categoria, fazer um planejamento do próprio negócio e da produção e também capacitações para que venham, posteriormente, em segundo momento, agregar valor ao produto, trazendo novas propostas de investimento no gengibre.

O mais importante neste processo onde o valor mundial do comércio de gengibre chega a cerca de US$ 185 milhões é saber negociar com os atravessadores que conforme relatos da maioria dos produtores são vários os contratempos entre ambos no momento da negociação, principalmente no valor do dólar.

Gengibre capixaba está no topo do ranking de produção da cultura

Atualmente, o gengibre é cultivado por mais de mil produtores no Espírito Santo, cerca de 50 toneladas por hectare, que este ano devem colher cerca de dez mil toneladas. Pesquisas recentes mostram que Espírito Santo é o maior produtor de gengibre do País, concentrando a maior parte de sua produção nos municípios de Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina e Domingos Martins.

Cerca de 80% da produção brasileira sai do solo capixaba para ganhar os mercados dos Estados Unidos e da Europa. O maior produtor é Santa Maria de Jetibá, que responde por 38,54% de toda a produção do Estado. Santa Leopoldina e Domingos Martins ocupam a segunda e terceira colocações no ranking, respectivamente.

Alguns dos principais mercados para o produto brasileiro estão na Europa, Estados Unidos e Japão, mas países árabes como Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita já estiveram entre os compradores.

One thought on “Gengibre; uma poupança guardada embaixo da terra

  • 25/02/2021 em 09:46
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    Muito obrigado ao humem dessa luta
    Parabens a todos.
    Deus us abençoem.

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